Chegou a hora: está pronto a investir para construir um site digno para o seu negócio, produto ou marca. Parabéns! Neste ponto, já percebeu o valor e o papel que um site pode ter ao dar-lhe visibilidade, aumentar-lhe as vendas e tornar a informação acessível a clientes, possíveis clientes e/ou simples fãs. Contudo é aqui que chega a grande decisão: que tipo de site vai ter? E quais são as opções por onde escolher?

Site HTML/CSS estático

Todos os site começam no HTML e CSS; estas são as linguagens que estão na base da estrutura que monta as peças e torna possível aos seus visitantes ver cores, imagens, ligações e todo outro qualquer elemento.

Existem padrões que definem boas e más práticas de HTML e CSS, e todos os bons web designers e programadores estão (ou deveriam estar) cientes deles. Um exemplo comum de má utilização do HTML passa pela utilização de tabelas. A menos que esteja a apresentar informação tabular, semelhante a uma folha de Excel (por exemplo), as tabelas não têm lugar na estrutura básica de um site. Ainda assim, alguns web designers não tomam o tempo necessário para aprender as boas práticas e, por conseguinte, não conseguem construir um site que seja optimizado para todos os dispositivos, ou mesmo para todos os browsers. Mas nós discordamos…

Um site HTML/CSS estático é uma promessa de um site apresentável com várias páginas mas, tal como o nome indica, estático. A menos que se saiba desenrascar com HTML e CSS, estará para sempre dependente do seu web designer para actualizar o seu conteúdo. E é aqui que se levanta a questão, se pretender adicionar conteúdo com bastante frequência. Em todos os outros aspectos, um site HTML/CSS estático, quando bem feito, é uma opção aceitável.

Site em Flash

Os sites em Flash eram o último grito aqui uns anos atrás. Agora, nem por isso. A razão é simples, na medida em que muitos dos dispositivos móveis, tais como smartphones e tablets não reproduzem Flash. De facto, a Adobe anunciou que não farão mais actualizações para os dispositivos Android. E isto assinala praticamente a morte dos sites em Flash.

Estes sites são facilmente identificáveis, para além da eterna mensagem para actualizar o seu plugin Flash quando visita a página, vai frequentemente ouvir efeitos sonoros e ver animações do género PowerPoint. Os sites em Flash são muito bons para jogos e vídeo. Um bom uso destes é, por exemplo, num site de um novo filme que normalmente tem alguns teasers como fundos animados. O Flash também se encontra muitas vezes, infelizmente, em sites de projectos de arquitectura, aluguer e condomínios.

Se pretende um site carregado de efeitos e transições que não podem ser realizados com recurso ao JavaScript (um excelente add-on ao HTML e CSS, também compatível com os dispositivos móveis), o Flash pode ser o que precisa. De outro modo, o nosso conselho é que se mantenha afastado.

Utilizar o WordPress ou outro CMS

O WordPress é a melhor coisa desde a invenção da internet. Ok… Não vamos exagerar… Uma das melhores coisas! CMS é o acrónimo para a expressão em inglês “Content Management System”. Construido em PHP, torna a sua página HTML/CSS mais fácil de gerir e actualizar. Ainda que recomendemos vivamente o WordPress, o melhor e mais popular CMS, ainda existem outras opções tais como o Joomla ou o Drupal. Também os trabalhamos, mas acredite quando lhe dizemos que o WordPress é o melhor.

O que todos os CMS têm em comum é um interface amigo do utilizador que permite o acesso aos utilizadores registados para que possam modificar e/ou adicionar novo conteúdo e imagens ao site. Um CMS é ideal para um site que tenha um blog, um portfolio ou que encorage a participação dos utilizadores (por exemplo, comentários ou qualquer outro tipo de formulário).

Construir um site em WordPress consiste em “pegar” numa página HTML/CSS estática, criar um modelo a partir dela, e depois integrá-la no CMS. Requere um passo adicional, mas se quiser autonomia e um site dinâmico que atraia mais os seus visitantes e motores de pesquisa, então vale bem a pena. Adicionalmente, tome nota que os CMS são extremamente flexíveis pelo que podem ser transformados em praticamente qualquer coisa, desde que o seu web designer ou programador tenha o conhecimento técnico. 

Facebook, Twitter, Google+ e outras redes sociais

A presença nas principais redes sociais é, hoje em dia, uma obrigação para qualquer negócio, marca ou produto. Ajuda a ter quem o siga, novos clientes e também pode ser uma plataforma para que os seus utilizadores lhe deixem algum feedback. Portanto, ter uma página no Facebook, Google+, LinkedIn e uma conta no Twitter não pode doer. Deve um negócio limitar-se a estas? Não.

Ao contrário dos sites, as redes sociais limitam o conteúdo e imagens que aparecem nas suas páginas. O Tumblr é um exemplo de um blog social extremamente flexível. Ainda assim limita não só o tipo de conteúdo enviado, como também a interacção dos utilizadores. Uma empresa que se restringe às redes sociais irá encontrar alguns problemas em se estabelecer como uma marca credível. No entanto, enquanto complemento ao seu site, as redes sociais são fantásticas.

Conclusão

Aqui fica uma versão muito condensada do que dissemos acima: Se pretende um site que nunca vai actualizar, escolha um estático HTML/CSS. Se pretende um site com efeitos meio loucos e som, e não se importa que boa parte do mundo não o consiga visitar, escolha o Flash. Se pretende um site fácil de gerir com conteúdos que pode actualizar (um blog ou um portfolio, por exemplo) escolha um CMS como o WordPress. Finalmente, se não se importa com sites (a razão pela qual está a ler isto fica um mistério) fique com as redes sociais. São muito limitadas, mas melhor que nada.

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